segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A opinião dos outros

A opinião dos outros é importante para ti?
Vives em função do que os outros pensam ou podem pensar?
A opinião dos outros condiciona as tuas decisões na maior parte das vezes?
Se respondeste “Sim” às três questões anteriores, então está na hora de perceberes que a tua vida é muito mais importante do que a opinião dos outros.

E o que significa isso?
Significa que tu podes e deves pensar por ti e sentir no centro do teu Ser, se o que vais decidir te fará feliz.
O que precisas saber ou aprender para conseguires libertar-te do peso da opinião dos outros?
  • ·         Aprender a respeitar o teu Ser e a tua vontade
  • ·         Aprender a dizer: “Eu sou mais importante do que os outros, quando se trata das decisões para a minha vida”.
  • ·         Aprender a dizer “NÃO”
  • ·         Aprender a ter limites e a impôr limites
  • ·         Aprender a ser fiel ao teu Ser Interno (à tua Voz interior)
  • ·         Aprender a ser verdadeiro
  • ·         Aprender a ter coragem de assumir o que realmente queres para ti
  • ·         Aprender que tens VALOR e que a opinião dos outros é apenas – a opinião de outros e não a tua.
  • ·         Aprender a olhar para ti e GOSTAR de TI. Procura os teus aspectos positivos e foca-te neles.
  • ·         Aprender que o mais importante nas tuas escolhas é que sirvam para seres feliz.
  • ·         Aprender que o teu Equilíbrio é muito mais importante do que a opinião dos outros.
  • ·         Aprender a LIBERTAR desse peso que dás aos pensamentos dos outros.

Como podes aprender a fazer isso?
R: Senta-te tranquila(o) e formula a questão para o teu Ser Interno. Por exemplo:
  • ·         Eu quero mesmo ir a essa festa com o meu namorado(a), ou vou apenas para ele(a) se sentir feliz ?
  • ·         Eu quero mesmo vestir esta roupa ou é apenas para não “parecer” mal (aos outros)?
  • ·         Eu quero mesmo viver aqui ou apenas não tenho coragem de mudar?
  • ·         Eu quero mesmo estar neste trabalho ou não tenho coragem para mudar?
  • ·         Eu quero mesmo ir de férias ou fim de semana com os meus pais ou é apenas para eles não levarem a mal?
  • ·         Eu quero mesmo sair hoje com as minhas amigas ou preferia estar sossegada a ler e ouvir musica?
Se formos verdadeiros connosco e honestos com os outros poderemos simplesmente dizer: “olha, lamento mas não vou porque hoje não me apetece e prefiro…. Não tem a ver com a tua pessoa, mas apenas com o que me fará feliz. Fica para outra altura”.

Ou então dirás:” lamento mas eu realmente não gosto nada desse tipo de coisas, e portanto não poderá contar comigo”.

Ou não dirás nada a ninguém, e falas apenas contigo própria(o):
 “ Respeita-te, sê verdadeira(o) contigo e honesta(o) com os outros, o teu sacrifício não vai valer a pena e vais acabar frustrada.”

Não permitas que a opinião dos outros te impeça de viver em Equilíbrio, livre e em Harmonia com todo teu Ser. LIBERTA-TE!!!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Surfando nas Ondas das Emoções

“Não somos responsáveis pelas emoções,
mas sim com o que fazemos com elas.”
Jorge Bucay

As emoções são como as ondas do mar, vão e vêm, de forma calma e suave ou de forma violenta e agressiva. Não podemos impedir, nem devemos, que aflorem; mas podemos aprender a observa-las, a acolhe-las e a geri-las.

Cada emoção que surge trás um manancial de informação sobre nós e é por isso tão importante no nosso caminho de auto-conhecimento, darmos espaço para que elas aflorem e se manifestem, não as reprimindo, ignorando ou subestimando.

Como posso aprender a gerir as minhas emoções?

Comece por praticar diariamente o estado de Atenção Plena aos seus processos interiores e verá que posteriormente fortalece essa capacidade, podendo aplica-la em qualquer momento do seu dia-a-dia.

Sente-se confortavelmente numa cadeira, com as costas direitas, imagine que um fio o puxa desde a cabeça em direção ao céu, assegure-se de que as pernas não estão cruzadas e de que ambos os pés estão assentes no chão.



Traga agora a sua atenção para as sensações que está a sentir no corpo; na barriga, na garganta, no maxilar, nos ombros ou uma sensação crescente na cabeça.

Dê um nome à emoção que associa a esses sentimentos; ansiedade, medo, tristeza, angustia, raiva… Se sentir dificuldade, dê-lhe apenas o nome de "sentimento".

Deixe que a emoção se manifeste, poderá sentir a sua respiração acelerar ou alguma dor física a ficar mais forte ou vontade de chorar… Deixe que o processo aconteça, deixe que essa emoção há tanto tempo reprimida se manifeste.

Se sentir que está a ficar muito doloroso, coloque-se como sendo um observador desse processo, como se estivesse a ver um filme do qual você é o protagonista. Você e essa emoção são distintos, trabalhe agora a capacidade de se diferenciar dela. Ela apenas se manifesta em si, mas não é você.

Por vezes pode acontecer a emoção ter-se manifestado inicialmente como uma dor de cabeça e passar agora a ser uma dor no peito. Observe apenas. Lembre-se de que está apenas a sentir a fisicalidade da energia dessa emoção.

E relembro de que você não é essa emoção, ela apenas se manifesta em si.

O intuito deste exercício é ganharmos músculo na capacidade de identificarmos e gerirmos as nossas emoções e assim sermos nós a controlar o processo, permitindo-nos agir e interagir nas experiências da vida, em vez de reagirmos de forma automática.

Quando a emoção acalmar e o sentimento passar permaneça durante alguns momentos na posição de sentado e leve agora a sua atenção para a sua respiração ou simplesmente desfrute do momento.



Mime-se depois deste exercício, mantenha-se quente, beba um copo de água, vá dar um passeio ou apanhar sol. Dê um abraço a si próprio.

Parabéns por se permitir a este processo. Na vida tenha presente o lema...

"Tenha coragem e seja gentil!"

Catarina Ferreira dos Santos
cathy.f.santos@gmail.com

Aproveite para ler também: Música que cura

domingo, 29 de outubro de 2017

Quem sou EU?




Quando temos que nos apresentar a alguém normalmente dizemos o que fazemos, qual a nossa actividade ou profissão.
Por exemplo, eu sou coach, engenheira, médico, psicóloga, designer, actor, etc.
A pergunta é, a tua profissão define o que tu és?
Ou tu és muito mais do que a tua actividade profissional, mesmo que ela te realize plenamente?
Nós antes de termos uma profissão ou qualquer formação académica, somos pessoas, seres humanos.

Então o que caracteriza os seres humanos?
R: São as suas emoções, os seus valores/princípios, as suas crenças, a sua identidade.

Proponho que penses nas seguintes questões:
  • ·         Quais são os meus valores/princípios que são importantes e fundamentais para mim?
  • ·         Quais são as coisas em que acredito e que me caracterizam?
  • ·         Do que gosto muito? Do que não gosto?
  • ·         O que me faz feliz?
  • ·         O que me equilibra?
  • ·         Onde e como me Conecto?
  • ·         Quem sou Eu independentemente da minha actividade?

Será que a tua profissão te define na totalidade? Se não, podes passar a apresentar-te de outra forma começando por dizer algo do tipo:

Eu chamo-me…. sou uma mulher que adora viajar, contemplar a natureza, o riso das crianças, nadar, correr…, acredito nas pessoas e no futuro da humanidade, defendo a sustentabilidade do planeta…, irrito-me com injustiças, não gosto de gritos e violência, etc.


Se apresentares o melhor que há em ti, também o outro poderá fazer o mesmo e assim não te reduzes apenas ao que fazes.
Desta forma vais poder conhecer-te melhor e identificar o que realmente é muito importante para a tua felicidade e Equilíbrio.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Contemplar




Ficar imóvel, interromper todos os fluxos distractores, os externos e os internos, ficar assim, aí, nesse estado de vazio e ausência, apenas e só, sem fazer nada – observar.



Em crianças tantas vezes nos encontramos nesse estado... 

Quando foi que desaprendemos esta arte? 

Porque nos sentimos tão inúteis e culpados quando nos propomos nada fazer? Fugimos do quê, de quem, quando evitamos estar sem nada fazer? O que tem a contemplação de tão subversivo para a termos extinguido das nossas vidas? Da nossa sociedade? A sociedade da velocidade e da multiplicidade de estímulos, a sociedade do barulho das luzes...

É urgente reaprender esta arte! Numa arriba, numa floresta, à janela ou no chão da sala, pára, cala-te, sossega, deixa o vazio entrar... Contempla!

Contemplar calibra-nos a alma, devolve-nos a liberdade.



Rita Carreto
ritatoscanocarreto@gmail.com

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Elogio e Crítica – Quais as doses recomendadas?

Um dos desafios que se impõe quer no âmbito pessoal quer profissional é a necessidade de dar feedback. Por outras palavras, dar feedback consiste em dizer a outra(s) pessoa(s) qual a nossa opinião sobre o seu trabalho ou comportamento.

É fácil? Nem sempre.

Alguns de nós temos dificuldade em elogiar, outros empancamos quando é necessário fazer uma crítica e há também as situações em que fazemos comentários demasiado generalistas sobre o que estamos a analisar não dando oportunidade a quem nos ouve de saber o que especificamente fez bem ou o que em concreto pode melhorar.


Sendo assim, como se pode dar e receber feedback de uma maneira fluída e ao mesmo tempo clara e construtiva? Como se pode ajudar cada pessoa a receber essa informação com abertura e disponibilidade para a integrar no seu processo de desenvolvimento?

No livro “The Leader in You” encontrei um exemplo extraordinário praticado na empresa SONDA S. A., de Andrés Navarro. Nesta organização havia uma regra muito importante. Sempre que alguém encontrava algo ou alguém de quem não gostava, deveria escrever essa informação num papel, sem a partilhar. Posteriormente, a sua missão consistia em descobrir 3 coisas boas acerca dessa pessoa ou situação. Só depois de referir essas 3 coisas boas poderia apresentar a crítica que identificou primeiro.

Encontrar aspectos positivos no comportamento dos outros ajuda-nos a manter relações mais harmoniosas e apreciativas. Seja no trabalho ou na vida pessoal, integrar os elogios na nossa relação com as demais pessoas é fundamental. Todos gostamos de ser reconhecidos e de que nos digam o que fizemos bem.


Assim, um feedback efectivo tem em conta o elogio antes da crítica, integrando aspectos concretos e bem definidos sobre o que está bem feito. Por exemplo:

- Maria, gostei muito da forma como apresentaste o teu ponto de vista na reunião de hoje. Tratava-se de um tema delicado e conseguiste falar sobre o que era necessário de forma tranquila e bastante clara. Os argumentos que utilizaste ajudaram a perceber as decisões que tivemos de tomar.

Só depois de se fazer referência ao que foi positivo se pode indicar o que não esteve bem. No entanto, devemos ter o cuidado de apresentar a crítica de forma construtiva e focada na solução, referindo o que gostaríamos que tivesse acontecido e não reforçando o problema que se manifestou. Poderíamos, então, continuar da seguinte forma:

- Teria sido bom acrescentar alguns dados estatísticos à apresentação. Assim, poderias dar ainda mais força aos teus argumentos.

Para terminar o feedback de forma entusiasta e motivante, podemos destacar algo que foi realmente bom no desempenho da pessoa. Por exemplo:

- Gostava ainda de destacar que o que mais apreciei foi a forma segura como respondeste a todas as questões que te colocaram. Senti que te preparaste seriamente para esta reunião.

1. Elogiar
2. Apresentar a crítica de forma construtiva e
3. Destacar o melhor da situação analisada
é uma forma simples e prática para dar feedback às pessoas com quem interagimos.


Por vezes é mais fácil criticar e nem sempre nos ocorrem os elogios. Noutros momentos, damos feedback a despachar e generalizamos os nossos comentários num simples: - “Está tudo bem!” ou “Gostei muito.”.

Em ambas as situações descuidamos a oportunidade para passar uma mensagem honesta e detalhada sobre o desempenho da outra pessoa. É importante aproveitar os momentos de feedback para, por um lado, promover a segurança da pessoa em causa ao reforçar o que fez bem e, por outro, ajudá-la a expandir as suas capacidades através de críticas focadas em soluções e sugestões.


Assim, podemos apoiar-nos nesta estrutura para dar os próximos feedbacks. Recordando sempre a importância de o fazer de forma franca e integrando esta técnica, de maneira natural, no nosso estilo de comunicação pessoal.


Daniela Toscano
danielalourotoscano@gmail.com

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Música que Cura


“Aquele que conhece os mistérios do som, desvendará todo o Universo.”
Hazrat Inayat Khan


Ouvir música é muitas vezes algo que as pessoas referem como ocupação dos seus tempos livres. E dependendo do tipo de música, esta pode ter inúmeros benefícios, não é por acaso que a música é já usada para fins terapêuticos.

O que acontece então quando ouvimos música?

A música permite ativar certas regiões do cérebro que estão relacionadas ao movimento, ao planeamento, à atenção, à aprendizagem e à memória.
Ouvir música promove a libertação de uma substância química no cérebro chamada dopamina. A dopamina é um neurotransmissor com inúmeras funções importantes, entre elas: o movimento, a memória, a recompensa agradável, o comportamento e cognição, a atenção, o sono, o humor e a aprendizagem. O excesso ou a carência desta substância pode ser a causa de diversas patologias.


A música tem também o dom de tocar as nossas emoções e sentimentos. Muitas músicas remetem-nos a momentos passados, por vezes agradáveis outros nem tanto. Quando menos agradáveis, é uma oportunidade de trabalhar o que de negativo ficou guardado, como ferida interna, lidar com essas emoções que naquela altura passada não soubemos como fazê-lo. Quando agradáveis afloram sentimentos com alta vibração, arrepios, sensação de calor interno, paz, serenidade, tranquilidade, amor, alegria, …

Através das músicas certas todo o nosso corpo é levado a entrar num estado de relaxamento, permitindo a redução de stress e ansiedade, alívio de dores somáticas, melhoria do sono, ... Melhorando o nosso bem-estar e qualidade de vida.

Pode ser o combustível para uma conexão mais intima connosco mesmo, de forma a desenvolver o nosso trabalho de auto-conhecimento e a termos uma relação mais amorosa, harmoniosa e saudável connosco mesmos. E se estamos bem connosco, isso vai-se refletir nas nossas relações exteriores.


Como fica claro, o som e a música têm um papel importante na nossa vida e é assim essencial tornarmo-nos mais sensíveis aos sons que nos permitimos escutar e com os quais nos rodeamos no nosso dia-a-dia.


Catarina Ferreira dos Santos
cathy.f.santos@gmail.com

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

INTUIÇÃO - O QUE É?

A intuição é uma ferramenta indispensável ao ser humano e muitos de nós ignoramos a sua importância.
Todos nós mulheres e homens possuímos algo que nos permite sentir coisas que, por vezes, parece que não têm uma explicação lógica ou racional. Isto porque é informação proveniente duma fonte divina, ou celeste, ou do Universo, como queiram designar.


Costumo dizer que todos temos antenas, canais de percepção/comunicação.
Alguns de nós preservamos e mantemos esses canais abertos desde o inicio da nossa criação, outros decidem bloquea-los por diversas razões, muitas vezes relacionadas com medo do desconhecido ou do invisível.
Mas a verdade é que a maior parte dos artistas, sejam musicos, escritores, artistas plasticos, criadores de artecientistas são inspirados superiormente e recebem essa informação através da intuição.
A intuição é aquela voz interior que nós ouvimos, ou aquela sensação que nos permite ter empatia com uma pessoa, ou não.
Saber ouvir a nossa intuição é como ouvir o nosso ser interno, aquela parte de nós que sabe sempre o que é melhor para o nosso ser, para a nossa alma.
Como podemos desenvolver a nossa intuição?

Estando cada vez mais atentos a essa voz interior que nos alerta e avisa. E confiar nela.
A intuição é a tal ferramenta que nos liga a planos superiores, de forma a acerdermos a informação, à energia que nos nutre e revitaliza,.
Através da meditação e do auto desenvolvimento pessoal vamos abrindo mais estes canais e ficamos mais intuitivos, mais perceptivos, e mais mediunicos.

Em psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam, às vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar a conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino.
O matemático e filósofo Blaise Pascal referia-se à intuição como o produto da capacidade da mente de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, graças às infinitas conexões inconscientes que tornam possível à mente consciente fazer escolhas.
Grandes cientistas, entre eles o físico Albert Einstein, considerado o maior intuitivo da história, enfatizaram o valor do potencial intuitivo.
O psiquiatra Carl Jung dizia sobre o conhecimento intuitivo: “Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”.

Portanto, cofiemos na nossa intuição, para que saibamos sempre o que é melhor para o nosso ser, para a nossa alma.