quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A minha vulnerabilidade


Quando me aceitei de verdade (re)encontrei-me!


Era Primavera, a Natureza vibrava lá fora, e eu ao contrário, passava por um dos períodos mais difíceis e exigentes da minha vida. Era um desafio hoje, era um desafio amanhã, era um outro depois de amanhã… Mal eu sabia que este período de desânimo e descrédito pela vida seria o passaporte para um eu mais inteiro, mais integral e integrado. Mais presente e consciente de mim mesma.
Os dias passavam e eu sobrevivia às dores da vida, dores essas que se iam manifestando no meu corpo físico. Eu que nunca tinha estado doente, via-me agora ali entregue a passar os meus dias deitada numa cama sem ânimo, desejo ou motivação para o que quer que fosse. Eu que sempre fora tão cheia de vida, tão cheia de energia, tão independente… Onde estava esse eu?
Aquele foi o tempo para questionar quem eu realmente era, o que queria deixar como legado a este mundo que me recebeu de forma a cumprir a minha missão, o que faz sentido para mim desde a minha essência… Quais as partes de mim que ainda mantinha escondidas na sombra, com medo de não corresponder com as expectativas alheias… Partes essas que se vieram a manifestar Luz e a possibilitar-me ser o que vim aqui para ser. Encontrei dons, talentos e recursos que me servem para SER!
Foi o tempo para me olhar, para me escutar, para me cheirar, para me sentir, para me saborear... Para me conhecer nas minhas fraquezas, na minha vulnerabilidade… Que eu sempre neguei enfrentar! Ali estava ela… Trazida pelo Universo de forma a eu não ter mais como fugir.
O encontro não foi confortável de início… Houve muita resistência do meu ego… Mas o Universo é extremamente sábio e sabia que eu estava pronta para aquele encontro… O meu self foi muito paciente com o meu ego… E o abraço forte, caloroso e sentido que me permiti dar à minha vulnerabilidade, levou-me a reconhecer nela mesma. A aceitar-me, a acolher-me e a honrar-me nesta complexidade que sou!

Hoje sou grata por tudo ter sido com foi, pois só assim tive oportunidade de me (re)conhecer.



Deixo-te esta partilha pessoal, com o desejo de que ela de alguma forma ressoe em ti e te leve a abrir espaço para uma nova tomada de consciência, uma tomada de consciência mais ampla e mais plena; no caminho da cura, da transformação e transmutação de alguma das tuas dores.

Catarina Ferreira dos Santos
cathy.f.santos@gmail.com

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

AMOR, Bálsamo Curador

Ao longo dos tempos escritores, filósofos, pintores, escultores e demais artistas, das várias artes se pronunciaram sobre o Amor.




Esta palavra mágica em qualquer língua significa a expressão de um sentimento, de uma emoção.
Houve quem retratasse o Amor como um sentimento que pode causar sofrimento. Estou a lembrar-me de "Romeu e Julieta", de  William Shakespeare.
No entanto, gostaria de realçar a excelência do Amor como essência mágica de cura.
Só o Amor Cura, poderia ser um lema para a vida ou a Esperança Maior para a cura de qualquer doença.

Pensa-se que existem várias formas de amar. Por exemplo, o amor de mãe/pai; o amor de um relacionamento entre dois seres; o amor fraterno. Mas a verdade é que a essência desse sentimento é sempre a mesma.
A essência do Amor é a semente que todos trazemos no mais profundo do nosso Ser Interno.
Esse Amor Maior que provém das Hostes Superiores e que nos Ilumina, anima e vivifica.
Sejam quais forem as crenças religiosas, ou ausência delas, a realidade é que toda a natureza vibra esse  Bálsamo. É uma vibração que nos dá Alegria de Viver e nos alimenta a Alma.

A cura acontece quando nós nos permitimos vibrar, sintonizar com esse Amor e deixarmo-nos impregnar, para depois expandi-lo para todos os que se cruzam connosco no dia-a-dia.
Desta forma vamos alimentando a nossa Alma, iluminando e regando essa semente que todos trazemos desde a nossa génese.

Quando deixamos de vibrar nesse Amor por nós e pela vida, surge a desarmonia nos nossos corpos e consequentemente a doença.
Logo se fizermos o inverso, se apelarmos à Alegria de Viver e alimentarmos a Alma conseguiremos o Equilíbrio, a CURA.

Como podemos fazer isso?
R: Basta lembrarmo-nos do que nos dá Alegria de Viver

Proponho que respondam a estas questões e busquem na vossa memória, se necessário até à infância:
  • Quando estou muito feliz e alegre, o que estou a fazer?
  • Quando estou muito feliz e alegre, o que estou a preencher em  mim?
  • Onde estou quando me sinto assim tão pleno?
  • Há quanto tempo não me sinto alegre e feliz?
  • O que preciso voltar a fazer para me sentir com alegria de viver?
Depois de respondermos a estas questões saberemos certamente como nos amarmos a nós próprios, vivendo com Alegria e em Harmonia com todo o nosso Ser, de acordo com a nossa Essência.

Isto é viver em Amor. Em Amor por si próprio.
Só assim poderemos partilhar esse Amor que começa em nós e se expande para todos os outros.
Só o Amor Cura cada um de nós e a Humanidade.
AMA-TE, AMEMO-NOS.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Círculos de Mulheres para mulheres contemporâneas

Era uma vez uma menina que não suportava calças e muito menos cabelo cortado à le garçon...!

Recordo-me (desde sempre) que a reverência ao feminino era (e é) um aspecto muito presente na minha vida. Expressava-o, de forma inconsciente, através dos desenhos alusivos ao feminino, através da roupa que vestia (saias e vestidos), através da necessidade imperativa em manter o meu cabelo comprido (as minhas antenas!). A expressão de uma identidade assumidamente feminina e que me lembra do prazer em Ser e Sentir-me Mulher.

O padrão familiar do qual provenho é marcado por uma linhagem de mulheres matriarcas cuja atitude apreendida foi a da mulher trabalhadora, educadora dos filhos, a que está na linha da frente na resolução de problemas de toda a ordem e a de achar que a ajuda de um homem era menos relevante. Neste sistema familiar o padrão vigente foi sempre o de mulheres que tiveram de tomar decisões importantes e em muitos momentos não se permitiram mostrar fragilidade (embora a sentissem). Herdei, em alguns aspetos, este lado matriarca e o trazer para mim muitas responsabilidades que não soube partilhar e gerir nos relacionamentos conjugais que vivi custando-me, entre outros fatores, o final dessas relações.

Entre muitas vivências doridas e outras prazerosas escolhi sempre extrair as aprendizagens. Umas vieram mais rápido e outras mais lentamente pois integrar mente (pensar) e coração (sentir) nem sempre é tarefa fácil.

O meu processo de cura e de despertar para o Sagrado Feminino iniciou, conscientemente, em 2016 após vivenciar o luto de uma relação. Senti nessa altura o chamado para integrar um clã de mulheres denominadas de Guardiãs do Ventre e do Sagrado Feminino [1]onde acredito ter dado início ao resgate do meu feminino sagrado.

Imagino que estejam a perguntar o que é o Sagrado Feminino?

Convido-te a interromper a leitura por alguns instantes e responder a ti mesma/o o que representa o Sagrado Feminino para ti? Não há respostas certas ou erradas...

Para mim representa escutar a intuição, a minha sabedoria interna, despertar para os mistérios da Vida. O aceitar a fragilidade e, simultaneamente, reconhecer e assumir o meu lado selvagem.

Ressalvo que o movimento do Sagrado Feminino não é igual a Movimento Feminista (e nada contra!) mas se quisermos uma definição poderá dizer-se que é “o resgate de uma consciência antiga que nos retorna aos valores de nós mulheres num todo, social, pessoal, psicológico, religioso, cultural, além de uma busca pela atitude ecologicamente correta” (2018, Gaya)[2]. 

Ainda em 2016 uma amiga incentivou-me a facilitar um Círculo de Mulheres. Em cada Círculo de Mulheres[3] tive a oportunidade de me colocar ao serviço de outras mulheres, assumindo o compromisso firmado quando me tornei guardiã do ventre. Senti e sinto um verdadeiro retorno a casa. Algo que inexplicavelmente vem de dentro e que transcende os aspetos racionais. Crê-se que os Círculos sempre existiram como práticas em sociedades regidas por um regime social de parceria e comunhão entre si e com a natureza. Após reunir algumas ferramentas e a confiança necessária facilitei o meu primeiro círculo e a seguir a esse vieram outros 14 círculos que se revelaram maravilhosamente enriquecedores...


Quando as mulheres se sentam em roda o sentimento de união e de igualdade emerge (não há uma hierarquia), estamos de igual para igual a partilhar as feridas emocionais num ambiente seguro e isento de julgamento. Estas feridas resultaram de um passado marcado por uma civilização patriarcal em que as mulheres se tornaram competitivas e desligadas da sua essência.

Da experiência que tenho vivido posso partilhar que as emoções e conexão que se experimenta num círculo é algo de poderoso e transformador. A cumplicidade flui, o espaço para a partilha surge, as dores atenuam e lembramo-nos que não estamos sozinhas na Caminhada. Em cada círculo choramos, dançamos, abraçamo-nos, confidenciamos histórias, pintamos, rimos, cantamos, lembramos a doçura de se ser Mulher. Honrar a benção que nos está a ser concedida.

Realço que o objetivo deste artigo não é crucificar os Homens nem gerar a divisão, pelo contrário, é compreender que também os homens carregam as suas feridas e que se trabalharmos para equilibrar estas polaridades (feminino, masculino) em nós, por certo estaremos a contribuir para a criação de uma sociedade mais amorosa em que as relações mulher-homem possam ser harmoniosas e curadas lado a lado. Em Portugal já se facilitam Círculos de Homens onde também é possível trabalhar o resgate do Sagrado Masculino[4]  e Círculos Mistos (Homens e Mulheres) [5]

O meu objetivo é lançar a semente para a compreensão do que representa o Sagrado Feminino e a importância dos Círculo de Mulheres para as mulheres contemporâneas em que me comprometo em levar este propósito mais longe!

Convido-vos a procurarem participar num Círculo de Mulheres perto de vocês, por certo que encontram e sintam a experiência tirando as vossas próprias conclusões!


Lembrar, por fim que “é através do regresso ao Círculo e à liderança circular que iremos transformar a nós mesmas e ao mundo pois é nele que se encontram as chaves para a União de todas as partes (2018, Inês Gaya)


Aho!


[1] As Guardiãs do Ventre e do Sagrado Feminino representam um clã de Mulheres que têm como propósito assumir um papel ativo no despertar do Sagrado Feminino.
Este Clã está ligado pela missão de Empoderar e Educar mulheres e homens, repondo a verdade e curando as feridas de um passado marcado por uma energia excessivamente castradora e patriarcal. Fonte: Gaya, Inês (2016). As Guardiãs do Ventre e do Sagrado Feminino In Manual Guardiãs do Ventre e do Sagrado Feminino.
[2] Sagrado Feminino. Fonte: (2018) Gaya, Inês. Sabedoria Ancestral para Mulheres Contemporâneas In Manual Formação de Guardiãs de Círculos Feminos

[3] Círculos de Mulheres – São encontros em que mulheres se reúnem e partilham as suas dores, as suas feridas emocionais com um propósito comum: Se reconectar com a sua essência feminina resgatando o seu sagrado feminino e melhorando e curando as suas relações com todos e com tudo o que a rodeia.





Teresa Peral

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Reduzir

Vivemos rodeados de objectos, de móveis, de equipamentos electrónicos, de roupa, de tralha. Tralha que nos vendem como indispensável, como a última novidade, como o segredo para a felicidade. São equipamentos informáticos que ficam desactualizados a partir do momento em que os compramos, são as épocas de saldo (quatro por ano) que nos impulsionam a comprar roupa que nunca vestimos, é a publicidade que nos entra pelo cérebro adentro de todas as formas possíveis e imaginárias, e agora publicidade dirigida, através dos nossos perfis sociais públicos, impulsos vários para consumir coisas de que não precisamos e nos fazem viver rodeados de excesso e desperdício.

Fecho os olhos e respiro fundo, recuo três décadas, e estou em casa dos meus avós, onde passei muitos meses de férias numa casa onde existia muito menos e onde me senti sempre deliciosamente bem. Onde abundava aquilo que verdadeiramente faz falta. Espaços simples e arrumados, espíritos leves e felizes, visitas diárias de amigos, sorrisos, muitos sorrisos e uma mesa sempre posta, que convidava a sentar e ficar! Onde não me recordo de ver coisas que não eram utilizadas, tudo, absolutamente, tinha um propósito. A roupa de ambos cabia num só roupeiro bem mais pequenino do que os que utilizamos actualmente, o armário da casa de banho era minúsculo e continha todos os produtos de higiene necessários, o frigorífico onde nada se acumulava e onde a comida nunca se estragava. Podia continuar num rosário de exemplos …



Na última década confrontei-me com o meu próprio excesso e consumo desnecessário e acumulação de coisas que não me serviam absolutamente para nada. Coisas que enchiam gavetas, móveis, roupeiro e até o armário da casa de banho estava a rebentar pelas costuras, parecia servir uma turma de 30 pessoas. No fundo tentava preencher a alma, sem sucesso claro, ela não gosta de tralha, muito menos daquela inútil. Mas isso tenho vindo a descobrir devagar. Desde miúda que as casas me fascinam e adoro decoração e mudanças, não sei dizer quantas vezes mudei a casa dos meus pais enquanto vivi com eles e mais tarde a minha própria casa. Há uma frase famosa de Coco Chanel: "A woman who changes her hair is about to change her life", isto é, "uma mulher que muda o cabelo está prestes a mudar a sua vida", no meu caso acontece com os móveis, camas, mesas e sofás.

É incrível a quantidade de tralha da qual nos rodeamos que não serve absolutamente para nada, a não ser para nos dar trabalho a manter e limpar. Ou porque achamos que um dia podemos precisar, ou porque nos deram e temos pena de nos desfazer, ou porque pagámos caro e agora não sabemos despedir-nos, enfim uma lista infinita de motivos que nos leva a acumular, guardar e manter coisas que não só não nos fazem falta como nos causam prejuízo. Viver num espaço desorganizado, confuso e cheio torna-nos desorganizados, confusos e cheios e vice-versa, estados de espírito confusos tornam os ambientes confusos. De forma muito subtil esta tralha inútil afecta a nossa qualidade de vida.

Reduzi drasticamente a tralha lá de casa. Vendi candeeiros e móveis, dei roupa e objectos de decoração a amigos e instituições, mandei fora papéis, facturas, contractos, manuais de instruções e revistas que nunca mais iria utilizar. Só não consegui abrir mão dos livros, esses são património sagrado. Despachei tudo aquilo que não me dava alegria ou satisfação. A minha casa e a minha vida ficaram muito mais simples e bonitas. Ficaram as peças que adoro e utilizá-las é agora não só mais frequente como muito mais prazeroso. Vestir-me de manhã deixou de ser um pesadelo, no meu roupeiro só estão peças que adoro e consigo ver todas!

De forma mágica tenho vindo a descobrir aquilo de que realmente gosto e que faz sentido para mim. Faço escolhas muito mais ponderadas e sensatas antes de uma compra. Agora, comprar é um acto certeiro, cirúrgico e muito menos frequente. Viver com menos aumenta e enriquece o espaço e o tempo para fazer as coisas que verdadeiramente nos satisfazem!


PS – Deixar ir aquilo que não nos serve e não nos satisfaz não é desperdício. Desperdício é manter-nos presos a coisas que nunca iremos utilizar.

Rita Carreto
ritatoscanocarreto@gmail.com


sábado, 23 de dezembro de 2017

Vive a tua verdade em 2018

As datas, as orientações, as coordenadas…
É certo que algumas pessoas necessitam mais destes marcos que outras. É certo também que há datas marcantes pelo simples facto de assinalarem inícios ou fins, celebrações e lutos.
O fim de ano presta-se naturalmente a um encerrar de ciclo e ao vislumbre de novas possibilidades.
Algumas pessoas já se esqueceram de festejar esta época, outras talvez a vejam como qualquer outro dia e ainda outras, possivelmente, só a sintam como uma oportunidade para cometer excessos e alhear-se da realidade.
Seja(m) este(s) o(s) teu(s) estados(s) ou não, o fim de ano representa um fim de ciclo e se quiseres que assim seja, um tempo propício à reflexão – para reflectir com a cabeça e com o coração (tu sabes que o coração não reflecte, mas sente… E o sentir sempre é mais sábio que o pensamento…).


Ainda estás a tempo de considerar esta época como uma oportunidade para de verdade pensares e decidires sobre o que queres deixar neste ano que está a terminar e o que queres levar contigo para 2018.
Aqui vai uma ajuda com algumas perguntas:
Há coisas que viveste e não gostaste?
Houve acontecimentos que, de alguma forma, gostarias de voltar a viver?
Como te sentiste durante a maior parte do ano de 2017? Feliz, triste, realizado(a), frustrado(a)? Houveram outros sentimentos?
Que aconteceu neste ano que te fez crescer?
Em que direcção caminhaste? Queres continuar por aí ou sentes que é melhor mudar?
Que coisas dão sentido à tua vida e que fizeste por elas durante este ano?
O que gostarias que estivesse contigo em 2018? Que tipo de sensações? Como te propões a alcançá-las?
Há medos que queiras deixar em 2017? Quais são? Que outras sensações te pede o teu corpo ao invés desses medos? Que oportunidades podes criar para senti-las?
Posso continuar…
Continuar a fazer-te perguntas… tantas quantas couberem neste artigo.
Para algumas vais sentir que não tens resposta. E está tudo bem com isso.
São as perguntas, a única forma que conheço para impulsionar a busca e, neste caso, a busca dentro de nós, em profundidade. Fazer esta observação de nós mesmos costuma “custar comó caraças!”. 
Ainda que algumas perguntas sejam aparentemente simples, não o são. A proposta deste texto é de que não fujas a esta reflexão e sobretudo que acolhas o sentir que ela te trouxer (seja ele mais alegre ou mais triste).
Escreve as respostas, se isso fizer sentido para ti. Define outras perguntas para o teu Ser, mesmo que ainda não conheças as respostas… Não importa que não as conheças ou que demores muito em descobri-las.
Apenas abre esse espaço e abraça-te com muito amor enquanto te permites viver as certezas e as dúvidas que surgem nestes momentos em que nos escutamos, em que trazemos à tona o que navega nas águas mais profundas de quem Somos.

Podes sentir angústia e até medo durante esta observação. Se isso acontecer lembra-te de algo:
Há um lado divino em ti, um lado que pode tudo e no qual podes sempre confiar.
Há vezes em que te esqueces de que está lá… sempre presente para te guiar. Diz a esse teu lado para onde queres caminhar, que queres que continue no teu percurso e que queres limpar e deixar para trás. Partilha com o teu divino os teus desejos e inquietações e fica atento(a) a qualquer sinal de resposta… Uma frase que lês num livro, um sonho mais vívido, uma sensação, uma palavra de um(a) amigo(a), etc… Confia nos sinais, nas coincidências e nas sincronicidades e deixa que iluminem o teu trilho.
Sobretudo, confia em Ti e no teu Sentir para seres mais honesto(a) e viveres mais a Tua verdade em 2018.
Faz deste novo ciclo um ano extraordinário, simplesmente porque mereces! 

Daniela Toscano
danielalourotoscano@gmail.com

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A opinião dos outros

A opinião dos outros é importante para ti?
Vives em função do que os outros pensam ou podem pensar?
A opinião dos outros condiciona as tuas decisões na maior parte das vezes?
Se respondeste “Sim” às três questões anteriores, então está na hora de perceberes que a tua vida é muito mais importante do que a opinião dos outros.

E o que significa isso?
Significa que tu podes e deves pensar por ti e sentir no centro do teu Ser, se o que vais decidir te fará feliz.
O que precisas saber ou aprender para conseguires libertar-te do peso da opinião dos outros?
  • ·         Aprender a respeitar o teu Ser e a tua vontade
  • ·         Aprender a dizer: “Eu sou mais importante do que os outros, quando se trata das decisões para a minha vida”.
  • ·         Aprender a dizer “NÃO”
  • ·         Aprender a ter limites e a impôr limites
  • ·         Aprender a ser fiel ao teu Ser Interno (à tua Voz interior)
  • ·         Aprender a ser verdadeiro
  • ·         Aprender a ter coragem de assumir o que realmente queres para ti
  • ·         Aprender que tens VALOR e que a opinião dos outros é apenas – a opinião de outros e não a tua.
  • ·         Aprender a olhar para ti e GOSTAR de TI. Procura os teus aspectos positivos e foca-te neles.
  • ·         Aprender que o mais importante nas tuas escolhas é que sirvam para seres feliz.
  • ·         Aprender que o teu Equilíbrio é muito mais importante do que a opinião dos outros.
  • ·         Aprender a LIBERTAR desse peso que dás aos pensamentos dos outros.

Como podes aprender a fazer isso?
R: Senta-te tranquila(o) e formula a questão para o teu Ser Interno. Por exemplo:
  • ·         Eu quero mesmo ir a essa festa com o meu namorado(a), ou vou apenas para ele(a) se sentir feliz ?
  • ·         Eu quero mesmo vestir esta roupa ou é apenas para não “parecer” mal (aos outros)?
  • ·         Eu quero mesmo viver aqui ou apenas não tenho coragem de mudar?
  • ·         Eu quero mesmo estar neste trabalho ou não tenho coragem para mudar?
  • ·         Eu quero mesmo ir de férias ou fim de semana com os meus pais ou é apenas para eles não levarem a mal?
  • ·         Eu quero mesmo sair hoje com as minhas amigas ou preferia estar sossegada a ler e ouvir musica?
Se formos verdadeiros connosco e honestos com os outros poderemos simplesmente dizer: “olha, lamento mas não vou porque hoje não me apetece e prefiro…. Não tem a ver com a tua pessoa, mas apenas com o que me fará feliz. Fica para outra altura”.

Ou então dirás:” lamento mas eu realmente não gosto nada desse tipo de coisas, e portanto não poderá contar comigo”.

Ou não dirás nada a ninguém, e falas apenas contigo própria(o):
 “ Respeita-te, sê verdadeira(o) contigo e honesta(o) com os outros, o teu sacrifício não vai valer a pena e vais acabar frustrada.”

Não permitas que a opinião dos outros te impeça de viver em Equilíbrio, livre e em Harmonia com todo teu Ser. LIBERTA-TE!!!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Surfando nas Ondas das Emoções

“Não somos responsáveis pelas emoções,
mas sim com o que fazemos com elas.”
Jorge Bucay

As emoções são como as ondas do mar, vão e vêm, de forma calma e suave ou de forma violenta e agressiva. Não podemos impedir, nem devemos, que aflorem; mas podemos aprender a observa-las, a acolhe-las e a geri-las.

Cada emoção que surge trás um manancial de informação sobre nós e é por isso tão importante no nosso caminho de auto-conhecimento, darmos espaço para que elas aflorem e se manifestem, não as reprimindo, ignorando ou subestimando.

Como posso aprender a gerir as minhas emoções?

Comece por praticar diariamente o estado de Atenção Plena aos seus processos interiores e verá que posteriormente fortalece essa capacidade, podendo aplica-la em qualquer momento do seu dia-a-dia.

Sente-se confortavelmente numa cadeira, com as costas direitas, imagine que um fio o puxa desde a cabeça em direção ao céu, assegure-se de que as pernas não estão cruzadas e de que ambos os pés estão assentes no chão.



Traga agora a sua atenção para as sensações que está a sentir no corpo; na barriga, na garganta, no maxilar, nos ombros ou uma sensação crescente na cabeça.

Dê um nome à emoção que associa a esses sentimentos; ansiedade, medo, tristeza, angustia, raiva… Se sentir dificuldade, dê-lhe apenas o nome de "sentimento".

Deixe que a emoção se manifeste, poderá sentir a sua respiração acelerar ou alguma dor física a ficar mais forte ou vontade de chorar… Deixe que o processo aconteça, deixe que essa emoção há tanto tempo reprimida se manifeste.

Se sentir que está a ficar muito doloroso, coloque-se como sendo um observador desse processo, como se estivesse a ver um filme do qual você é o protagonista. Você e essa emoção são distintos, trabalhe agora a capacidade de se diferenciar dela. Ela apenas se manifesta em si, mas não é você.

Por vezes pode acontecer a emoção ter-se manifestado inicialmente como uma dor de cabeça e passar agora a ser uma dor no peito. Observe apenas. Lembre-se de que está apenas a sentir a fisicalidade da energia dessa emoção.

E relembro de que você não é essa emoção, ela apenas se manifesta em si.

O intuito deste exercício é ganharmos músculo na capacidade de identificarmos e gerirmos as nossas emoções e assim sermos nós a controlar o processo, permitindo-nos agir e interagir nas experiências da vida, em vez de reagirmos de forma automática.

Quando a emoção acalmar e o sentimento passar permaneça durante alguns momentos na posição de sentado e leve agora a sua atenção para a sua respiração ou simplesmente desfrute do momento.



Mime-se depois deste exercício, mantenha-se quente, beba um copo de água, vá dar um passeio ou apanhar sol. Dê um abraço a si próprio.

Parabéns por se permitir a este processo. Na vida tenha presente o lema...

"Tenha coragem e seja gentil!"

Catarina Ferreira dos Santos
cathy.f.santos@gmail.com

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