domingo, 25 de novembro de 2018

ACONCHEGO

Sinónimos de aconchego: conforto; acolhimento; abraço; amparo; calor; protecção

O Outono e o Inverno são estações que nos remetem para o recolhimento fisico e interior.
Nesta época todos nos sentimos mais frágeis, mais permeáveis devido aos dias cinzentos com chuva. Falta-nos o Sol que nos ilumina e aquece a alma.
Então o desafio nestes dias é descobrir o que nos aconchega.


Na infância o aconchego do colo é fundamental para o bom desenvolvimento emocional do ser.
Em adultos podemos sentir esse aconchego através de várias coisas ou eventos que nos remetem para memórias dessas sensações, em que nos sentiamos acarinhados, protegidos, agasalhados, ligados, em proximidade, unidos a alguém.


O ACONCHEGO pode ser uma sensação do físico ou da alma.
Por exemplo:

  Créditos: Heyland &Whittle london
  • um leite dourado quentinho/chocolate quente
  • uma papa de aveia com mel e canela
  • uma sopa de abóbora bem cremosa
  • um bolo que nos leva para memórias boas
  • um abraço de um amigo(a)
  • um colo do namorado(a)
  • estar no sofá com uma manta fofinha
  • uma massagem com óleos quentes                                   
  • ver uma comédia romântica
  • ir a um bailado
  • assistir a um concerto/teatro
  • ler um livro que nos toque a alma
  • participar num circulo de partilha
E tu quando te sentes frágil o que te aconchega?
Se descobrires o que realmente te conforta conseguirás transformar alguns momentos de carência, preenchendo o teu Ser, a tua Alma.

Acarinha-te, Mima-te, Aconchega-te !
                                        

                                          créditos: https://ru.depositphotos.com/stock-photos

Cris Méga
cristinamariamega@gmail.com

sábado, 17 de novembro de 2018

Mulher, o que diz o teu corpo?


Tens o hábito de observar o teu corpo e as suas mudanças?

E os teus seios? 

A saúde feminina é um tema que me tem despertado particular atenção, não só por ter completado 40 anos e ir observando as minhas naturais mudanças físicas, emocionais e mentais, como pelo trabalho que vou desenvolvendo com as mulheres, o que me faz desejar aprofundar estes temas.

A doença é muitas vezes a nossa Alma a manifestar padrões que precisamos de reconhecer, mudar e curar.

Relativamente aos nossos seios ou mamas como preferires, sugiro que mantenhas uma vigilância regular pois o cancro da mama aumenta a cada dia.

Tem presente que: 
- o corpo é o nosso templo;
- as emoções, os medos, os traumas "fixam-se" no nosso corpo e manifestam-se sob a forma de doença física, emocional, energética e mental.

O que poderás fazer?

- Autoexame regular notando se apresentas algum dos sintomas do cancro de mama;
- Consultar um médico e realizar exames de despiste;
- Meditar encontrando um espaço de silêncio só teu para que ouças melhor o corpo e aprendas a seguir a intuição;
- Dá movimento ao teu corpo dançando livremente pois esta é uma das muitas formas de libertares tensões e emoções reprimidas que conduzem à doença e poder-te-á ajudar a limpar o campo energético;
- Explora o teu corpo, acaricia-te e nota que mensagens o teu corpo te traz;
- Evita o soutien de arames ou deixa mesmo de o utilizar.

Existem sites com informação relativa aos sintomas do cancro de mama porém, procura (obrigatoriamente!) a ajuda de um(a) especialista caso notes algo diferente no teu corpo.
Mantém a calma e lembra-te de ser compassiva contigo. Diz a ti mesma aquilo que dirias a uma amiga querida:" Calma, teremos de ver de que se trata esse caroço mas por certo é só o teu corpo a pedir que olhes para ele, que o ouças e lhe dês atenção. Vai ficar tudo bem...".




As mamas representam a nossa capacidade de dar e receber, bem como, são um reservatório de emoções. Então seria benéfico que pudessem respirar ao invés de as limitarmos e as encerrarmos num soutien.

Bem sei que não será fácil para muitas de nós deixar de usar soutien mas a partir do momento em que experimentarmos a nossa circulação sanguínea fluirá muito melhor, a tonificação aumentará, o fluxo energético melhorará e talvez possamos experimentar uma sensação de liberdade, autoconfiança, maior compassividade e menos pudor.

Lembra-te que o cancro da mama segundo a Dra. Christine R. Page no seu livro “ Manual dos Mistérios da Mulher" reflete a mulher que se poderá sentir limitada, zangada, que procura agradar demasiado os outros, sente demasiada culpa e prende-se a mágoas deixadas por feridas do passado.

Identificas-te com algumas das coisas que aqui foram (des)critas? Então talvez possas escolher:

1. Desapegar-te da necessidade de cuidar em demasia dos sentimentos dos outros;
2. Pedir ajuda à tua família e amigos sempre que precisares;
3. Antes de dizer SIM de imediato questiona o teu útero "o que eu realmente quero?";
4. Aprende a colocar limites e dizer NÃO quando não queres fazer algo;
5. Expressa a raiva gritando, dançando, fazendo exercício, dando socos na almofada (sê criativa!);
6. Corta laços com as pessoas tóxicas;
7. Usa soutien sem arame ou deixa mesmo de o usar.

Sê feliz e Ama-te muito, mas Ama-te mesmo antes que a doença se instale!

Teresa Peral
teresaperalribeiro@gmail.com

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Desapego: o mantra da moda


Está muito na moda o “aprender a soltar”, mas esquecemo-nos do sustentar, reparar, cuidar, amar e do não sair fugindo quando tudo se complica.

Li esta frase há poucos dias. Estava atribuída a Fer Herrera. Desconheço a autora, se tem ou não visibilidade, mas isso torna-se secundário perante a atenção que as palavras que escreveu me pediram.

Considero a prática do aprender a soltar ou desapego merecedora de muito respeito e reverencio quem a integra na vida de acordo com o seu significado original e profundo. As dificuldades que muitas vezes temos para soltar sem sentir vazio ou insegurança alertam-nos para possíveis lacunas emocionais internas que podemos não estar a acolher ou tratar em amor. 

A frase de Fer coloca-nos frente a uma crença social que se generalizou e que promete que o desapego resolve todos os nossos conflitos e problemas, bastando aprender a soltar para viver em paz e felicidade. 

Contudo, longe de ser uma habilidade simples, o desapego pede um estado de mente e de alma que a maior parte da literatura de autoajuda não nos ensina. Às vezes a necessidade de buscar soluções rápidas e imediatas conduzem-nos a associações entre desapego e distanciamento, falta de interesse ou até mesmo à ausência de mergulhos emocionais para estar frente àquilo que verdadeiramente sentimos em situações de “apego”. 



Este artigo não tem como objetivo apresentar uma definição ou teoria sobre o desapego. Ele é apenas um convite à reflexão, sugerindo-te que consideres as situações que sentes que precisas de soltar e que te coloques as seguintes questões:

O que significa esta vontade de me querer afastar? Quero fugir do que estou a sentir ou simplesmente não sinto que consiga sustentar, reparar, cuidar ou amar nesta situação? 

Sinto-me completo/a quando me afasto da situação, relação ou objeto aos quais me sinto apegado/a, ou a sensação de vazio permanece quando me distancio? Encontro paz dentro de mim ou continuo a ir buscar elementos fora de mim que me nutram e sustentem, depois de largar aquilo que me incomodava? 

Algumas vezes a nossa vontade de afastamento esconde bem lá no fundo o medo da entrega ao sentir, ao baixar a guarda e aceder ao nosso lado mais frágil e vulnerável, despindo as máscaras, perante situações incómodas.


Por outro lado quando estamos disponíveis para sustentar, reparar, cuidar e amar, alcançamos também maior capacidade para identificar o impacto real que situações, relações ou objetos têm em nós. Estas ações não são inimigas do “aprender a soltar”. Quando as praticamos, connosco e com os demais, elas podem mesmo ajudar-nos a perceber com maior clareza se cada desafio já cumpriu o seu papel e nos ajudou a crescer e evoluir, tendo chegado a hora de o deixar ir. Ou, se apesar de ainda nos gerar emoções desconfortáveis, continua a ter algo para nos ensinar e é importante que contactemos um pouco mais com a situação para fazer o trabalho que ela nos está a pedir.

Talvez o verdadeiro significado de soltar seja deixar partir as resistências que nos impedem de contactar com a luz interior, nutrindo-nos com cuidado e amor. E à medida que atravessamos os desafios, permitindo-nos ficar, observar e conectar com as feridas ainda por curar, abrir caminho lado-a-lado com os medos e conversar frente-a-frente com a vontade de fugir para a distinguir, em consciência, da necessidade de desapego.

Daniela Toscano
danielalourotoscano@gmail.com


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O que significa crescer como Ser Humano?


Crescer como Ser Humano significa…

Reconheceres-te tal e qual como és e aceitares a tua humanidade.
Amares-te incondicionalmente.
Respeitares a tua verdade interna.
Compreender que a valorização pessoal começa dentro de ti.
Seres prioridade na tua própria vida.
Resgatares a tua mãe e pai internos.
Nutrir, abraçar e acolher a tua criança interior.
Aceitar que a vida é feita de vitórias e derrotas.
Cultivares a tua capacidade de resiliência.
Aceitar que a vida é perfeita na sua imperfeição.
Contemplar o outro deste o olhar da tua alma.
Seres investigador de ti mesmo.
Comunicar com o outro de uma forma gentil e assertiva.
Compreender que perdoar o outro é perdoares-te a ti mesmo na tua inteireza.
Saber que todos os dias o sol volta a nascer.
Que o resultado da combinação do sol com a chuva é o arco-íris.


Crescer como Ser Humano significa…
Entender a vida, pelo entendimento de ti mesmo!


Catarina Ferreira dos Santos
cathy.f.santos@gmail.com


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Entrevista com Ana Alpande - astóloga, artista textil, contadora de histórias


                                         Cristina Méga entrevista Ana Alpande para o blog ALMA CORPO E MENTE, tendo como objectivo perceber como as actividades profissionais de Ana Alpande, ( como astróloga, artista textil e contadora de histórias) , podem contribuir para o desenvolvimento do Ser, da Alma de cada uma

                                          O poema é de Gilberto Gil.

                                          site Ana Alpande - https://anaalpande.com/

quarta-feira, 25 de julho de 2018

RESPEITO

O respeito é um dos valores mais importantes do ser humano e tem grande importância na interação social.
Muitas religiões abordam o tema do respeito ao próximo, porque o respeito mútuo representa uma das formas mais básicas para uma convivência saudável.

Respeitar significa não discriminar ou ofender uma pessoa por causa da sua forma de viver ou suas escolhas. Mas pode ser muito mais do que isto.
Significa também respeitar os valores e os princípios dos outros, de forma a não magoar. Respeitar os direitos e deveres de cada um, de acordo com a sociedade e relação existente.

No entanto, este conceito pode variar de pessoa para pessoa.
Por exemplo, num casal o respeito pode ser entendido de forma diferente por cada um dos membros.
Por vezes em terapia de casal, começamos por pedir que cada um escreva os seus valores/principios. Se ambos têm o valor - RESPEITO, precisamos perceber qual o significado que cada um atribui.
Muitas vezes faltar ao respeito para uma pessoa é, por exemplo, chegar tarde e não avisar que está atrasado, enquanto para o outro é virar costas num momento de confito.
Porém esta última acção pode ser uma estratégia de gestão da raiva e do conflito(1). Se ambos souberem que assim é, nenhum vai considerar que se trata de falta de respeito.

Portanto é necessário esclarecer  o que significa o valor RESPEITO para cada pessoa, nos vários tipos de relacionamento.

Proponho o seguinte exercício
  1. Cada um escreve num papel o que significa para si RESPEITO.
  2. Depois troca com as pessoas do seu circulo profissional, familiar ou relacionamento.
  3. Expliquem o significado dando exemplos de situações de falta de respeito.
  4. Por fim sintonizem-se com o respeito do outro. Percebam quais as necessidades que estão subjacentes ao conceito de respeito de cada um, e caminhem na direcção um do outro.
A falar é que os seres humanos se entendem, mas para isso é necessário perceberem quais os valores por que cada um se rege, nesta vida.

Para além deste respeito entre seres humanos existe também o respeito pela natureza, pelo planeta Terra que habitamos, pelos animais, pelos oceanos, pelo meio ambiente.
O RESPEITO para mim é a base de tudo o que pode existir e co-existir.
É a base do AMOR, da amizade, da verdade.


É o meu 1.º valor. Qual é o teu?

Precisamos respeitar-nos, dar-nos ao respeito para sermos respeitados e sabermos respeitar tudo à nossa volta.



(1) - Este tema da gestão da raiva e do conflito, poderemos abordar num outro artigo sobre inteligência emocional.


Cristina Méga
cristinamariamega@gmail.com

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Autoestima Yô Yô


Há umas semanas vi um filme que achei disruptivo e que nos permite ressignificar a visão que temos do ideal de beleza feminina.
O filme chama-se I Feel Pretty e fala de uma mulher com baixa autoestima que batalha diariamente com sentimentos de insegurança associados à sua imagem. Decide começar a frequentar o ginásio e após uma queda, em que bate violentamente com a cabeça, acorda e acredita que se transformou numa supermodelo.
Esta descoberta muda tudo! A personagem torna-se uma mulher mega confiante, arranja um namorado e consegue o trabalho dos seus sonhos...simplesmente porque mudou a sua atitude fruto de uma alteração na perceção de si mesma. Mas vejam o trailer: 



A nossa confiança e autoestima podem realmente ser influenciadas pela forma como olhamos para nós, como nos percecionamos.
Naturalmente que não basta dizerem-nos:" Sê mais confiante !Tu consegues, tens tudo o que é preciso!". Há fatores que têm influência, tais como a genética (questões neuroquímicas que nos podem predispor a ser menos ou mais confiantes), a forma como vamos sendo tratadas(os) (pressão social, pessoas e ambiente emocionalmente tóxico), e a parte que cada um de nós controla em si mesmo (as decisões e a forma como vamos respondendo aos desafios da vida).
A autoestima é algo que flutua mas quanto mais te habituares a acreditar na ideia de que és ótima(o) como és, que tens tudo no momento certo para seres ótima(o) como és mais irás fortalecendo essa verdade.

Algumas sugestões que funcionam comigo:

1- Integra a nova crença "eu tenho valor, sou interessante e capaz!". Mesmo que não acredites finge que acreditas (eu tenho post-its espalhados pela casa com afirmações positivas que vou relembrando). A velha máxima "Fake it till you make it"!
2- Ouvir músicas, ver e escutar vídeos de pessoas que me inspiram para alterar o meu estado emocional;
3- Manter uma mente aberta, isto é, aquilo que acredito ter como limitação posso melhorar, não precisando de achar que “esta” é uma limitação para sempre. Exemplo: se acho que não sei cozinhar como gostaria, então posso começar por pesquisar vídeos na internet com receitas e praticar);
4- Considera que vais falhar muitas vezes até "ajustares a lâmpada". Cai e levanta-te. Fala com pessoas que tenham passado por situações que tu estás a atravessar e vê como elas fizeram para superar. (A J.K.Rowling foi rejeitada por 12 editoras até publicar "Harry Potter").

5- Relembra o otimismo que sentes quando estás certa(o) das tuas capacidades (vai ao passado e identifica alguns momentos onde tenhas sido bem sucedida(o), de certeza que os encontras...vá, experimenta!);

6- Visualiza-te a ser bem-sucedida(o), a atingir o que queres (vê, sente, ouve como se já tivesses alcançado essa meta). Há quem diga que o Cristiano Ronaldo faz esse exercício de visualização da bola dentro da baliza, antes de marcar o golo.

Por vezes poderá ajudar ter modelos que nos inspirem e que tenham características que gostaríamos de ter ou que revelam ter superado aquilo que poderia ser entendido na sociedade como "fora do padrão". Mais um exemplo é a modelo plus size Ashley Graham. Com uns Quilinhos a mais e algumas estrias para o "padrão de beleza ideal" mas que é super solicitada no mundo da moda.




Por fim, gravei dois exercícios baseados em técnicas de Programação Neurolinguística (PNL) e que acredito que poderão ajudar-te.

Experimenta e partilha pf. este post com alguém que sintas estar a precisar de um up na confiança e autoestima!

Obrigada por leres até aqui ;)
Tem um julho entusiasta!


Teresa Peral

teresaperalribeiro@gmail.com