segunda-feira, 9 de março de 2020

Para onde vai o amor depois de nos separarmos?

Houve momentos em que o frio da solidão me assolou mesmo antes de a separação chegar.



Da mesma forma, um arrepio de abandono percorre-me as veias quando uma porta se fecha entre mim e um novo amor que vem pintar a vida, ainda que por dias ou semanas apenas. 

Separar-me sempre me custou, vivo a distância como se me arrancassem uma parte. E quanto mais profundo tiver sido o mergulho na experiência do amor, mais amputada me sinto. 

Das grandes despedidas resultaram grandes feridas que lambi e cuidei com paciência… Mas sobretudo com tempo e amor. Das “pequenas” despedidas (se é que existiram pequenas despedidas) ficaram novos vazios que forçosa e solitariamente destapei.

Cada despedida tem sido um convite à rendição, ao deixar ir, preferencialmente em desapego e consciência (mas nem sempre)… Sinto sempre a separação como um processo de morte. Uma morte da qual fugi muitas vezes. Enfrentar a morte implica conhecer o vazio da alma, aquele lugar para o qual ainda não conseguimos levar amor-próprio ou alegria e onde nos podemos submergir, aceitando o chamado para cruzar os nossos lugares de sombra. 

foto em: www.betalotti.com.br


Quando nos predispomos a fazer algo que nos custa (com um propósito construtivo), necessariamente iremos encontrar uma forma de lidar com a dificuldade. E cresceremos. Ao cruzar o túnel escuro da dor, estamos a permitir-nos encontrar novas formas para lidar com a escuridão e com o desconforto. 

Cada desafio nos permite descobrir dentro de nós os recursos emocionais para voltar a encher com amor e alegria os vazios deixados pela separação. Aprenderemos a fazer o resgate das sensações que sentimos em falta como o sentirmo-nos acompanhados, amados, preenchidos, etc… independentemente de estarmos a viver uma relação com outra(s) pessoa(s).

Durante algum tempo, a pessoa com quem nos partilhámos terá representado o “estar em casa”, essa pessoa terá visto em nós algo que nem nós próprios reconhecíamos e ter-nos-emos sentido amados e cheios de amor para dar. Pode acontecer que esse estado comece a deixar de estar presente e que progressivamente a outra pessoa deixe de representar a casa confortável e acolhedora que gostaríamos de conservar para sempre…

É nesse momento que surge o convite à rendição, ao aceitar que a casa já não está ali ou que precisa de remodelações. Na verdade, a casa que requer trabalhos é sempre a nossa casa interna, independentemente de quem nos faz companhia no seio das suas divisões.

Quando uma separação acontece, tendemos a encontrar responsáveis, a atribuir culpas e podemos ainda vitimizar-nos durante o processo. Podemos mesmo tentar evitar a separação a todo o custo, pelo medo de nos confrontarmos com as divisões vazias, frias e escuras da nossa casa interna abandonada.

Terá então chegado o momento de cuidar. Da casa, do jardim, do coração e do sentir. Terá então chegado o momento de passar algum tempo sozinho/a nessa casa que nos esquecemos de habitar enquanto achámos que outra pessoa era o nosso lar. Começamos por limpar o pó dos móveis, acendemos a lareira e cozinhamos uma refeição saborosa acompanhada de um bom vinho.

A seguir sentamo-nos no sofá e sorrimos. Sorrimos porque há alegria e satisfação naquela casa e, agora que atravessámos o túnel escuro da dor, sabemos que a casa onde vivemos é o nosso porto e o nosso abraço. E assim será para sempre. 

Mesmo que visitemos outras casas ou vivamos por muitos meses ou anos nas casas que partilhamos com outras pessoas, sabemos que jamais devemos deixar de cuidar a casa interna. Sabemos que dentro dela guardamos cada história e cada amor, cada vivência e cada emoção e, na beleza de sermos com cada pessoa, a podemos partilhar em abundância e comunhão. E, muito provavelmente, em amor e liberdade.

Na nossa casa interna cuidada jamais existe, nem existirá solidão ou separação!
Na nossa casa interna vive o amor... ❤️


Daniela Toscano
danielalourotoscano@gmail.com

quinta-feira, 5 de março de 2020

Álcool e Agressividade

Fala-se de violência doméstica mas muitas vezes não se relaciona esta questão com o consumo de álcool.

Como Portugal é produtor de álcool, e porque se consome socialmente, este não é considerado uma droga, tal como foi definida pela OMS em 2004. É uma droga porque actua no sistema nervoso do Ser e desiquilibra todos os seus comportamentos.

Os paises produtores de álcool, normalmente banalizam o consumo desta substância. 
Em Portugal o consumo inicia-se muito cedo nos jovens de 14 anos com excessos, aparecendo muitas vezes associado a comportamentos de agressividade e alguma violência.
Segundo a tese de mestrado de Ana Sofia Duarte Serra, (24336, Álcool e Criminalidade Mestrado em Psicologia da Justiça)

"É importante perceber que o álcool altera o funcionamento cerebral e, portanto, afeta os mecanismos biológicos do indivíduo, fazendo com que exista uma perda do controlo do impulso para beber álcool. Aliado a esta premissa, está o facto de cada vez mais existir um consumo padronizado de bebidas alcoólicas, mais precoce e abusivo, e que maioritariamente é feito com o objetivo de atingir determinados estados de consciência que, de acordo com o efeito patológico da substância, proporcionam ao indivíduo uma enorme sensação de dormência e de bem-estar e de uma possível fuga à realidade, atingindo sensações de leveza, de forma a amenizar sentimentos de tristeza, frustração, e mal-estar.

Ou seja, o consumo de determinadas substâncias, como o álcool, oferece à pessoa um efeito psicoativo satisfatório e prazeroso, que faz com que os próprios mecanismos cerebrais motivem o reforço da preservação desse comportamento, como se o mesmo fosse biologicamente necessário.  

A ação do álcool atua essencialmente nas funções neuroquímicas dos sistemas GABA (ácido gama-aminobutírico), glutamato, norepinefrina, dopamina, acetilcolina, e serotonina. Esta última tem sido relevante na compreensão da regulação do comportamento violento. Desta forma, a baixa produção de serotonina está intimamente associada aos comportamentos agressivos que, por sua vez, estão ligados à utilização crónica de álcool (Monnot, Nixon, Lovallo, & Ross, 2001, cited in de Almeida, Pasa, & Scheffer, 2009).

Essencialmente, os distúrbios ligados à utilização de álcool comprometem a atenção, a memória, as funções cognitivas e viso-espaciais, e provoca também alterações comportamentais, principalmente ao nível da desinibição, do aumento da agressividade, da perda do controlo dos impulsos, e da euforia. 

Em indivíduos com condutas criminosas, bem como em indivíduos com consumos excessivos de álcool, verificam-se alterações no lobo frontal, nomeadamente, a nível da atenção, da concentração, da motivação e da avaliação das consequências das suas ações, juntamente com um aumento da impulsividade e de um maior descontrolo comportamental (Nunes, 2010)".


É portanto urgente fazer esta relação do álcool com a violênca doméstica. 

Se sentes muitas vezes um apelo ao consumo de álcool para atingires alguns dos obejctvios acima descritos, tem atenção às tuas necessidades, às tuas emoções, e pede ajuda a um profissional.

Em Amor
Com Alma Corpo e Mente

                                                                                                     Cristina Mega
                                                                                                Coach PNL/Terapeuta
                                                                                             
                                                                                    crismega.equilibriodoser@gmail.com

domingo, 1 de março de 2020

5 cadeiras, 5 escolhas


O nosso sentido de felicidade e realização passa essencialmente pelas relações que estabelecemos com os outros, momento a momento. As nossas ações e comportamentos afetam tudo o que fazemos: a maneira como vivemos, as nossas relações familiares e com os nossos parceiros/as, o nosso trabalho, o nosso estilo de liderança. Qual é o impacto que poderá ter, em nós e nos outros, tomarmos consciência dos nossos comportamentos?   


 



Louise Evans, coach comportamental que atua no contexto empresarial, criou um modelo (e escreveu um livro homónimo) chamado 5 cadeiras, 5 escolhas”. Este baseia-se na Comunicação Não-Violenta, de Marshall Rosenberg, e tem como ideia trazer-nos consciência, aos poucos, das nossas próprias reações/atitudes e, a partir daí, produzir uma mudança de comportamento.
Em contexto de empresa, esta abordagem permite ajudar os membros a modelar os seus comportamentos, sejam os líderes ou os colaboradores. No entanto, a reflexão é válida para qualquer esfera das nossas vidas.

O conceito

Existem 5 cadeiras, cada uma de uma cor e com um animal associado. Por sua vez, pela sua natureza, este animal simboliza um determinado comportamento.
Ao refletirmos sobre situações que ocorram, podemos identificar a cadeira que melhor representa a reação que tivemos ou costumamos ter. Assim, tomamos noção dos nossos comportamentos e, a partir daí, temos a possibilidade de trocar de lugar e modelar o nosso comportamento.
Trocar de lugar é um ato de coragem, mas também é a grande oportunidade de evoluirmos. Aprendemos a controlar os nossos impulsos, a ser donos das nossas ações e comportamentos e, finalmente, a crescer e ter melhores relações com os outros (e connosco mesmos, claro).

Cadeira vermelha – o chacal


O chacal é um animal inteligente e oportunista, que aguarda o momento para atacar. Esta cadeira está, portanto, associada ao ataque, ao impulso.
Aqui temos pouca tolerância e uma forte tendência para julgar, criticar, descriminar, culpar. Ou seja, o mote é: “eu estou certo, tu estás errado”. É uma cadeira onde muitos de nós se senta com frequência.
E qual é o resultado? Há mais conflitos, há maior propensão a atritos e agressões. Em ambiente de trabalho, traduz-se num desempenho menor por parte dos colaboradores, que estão insatisfeitos, e maior tensão entre os departamentos, que tendem a discutir entre si (afinal, a culpa é sempre dos outros, não nossa).

Cadeira amarela – o ouriço


O ouriço, com medo, enrola-se sobre si mesmo para se proteger. Achamos que não somos capazes, que não acreditam em nós e que não somos amados. Além disso, temos medo da rejeição, medo de falhar.
Ao passo que na primeira cadeira direcionamos o julgamento para os outros, nesta cadeira direcionamo-lo para nós próprios.  

Cadeira verde – a suricata


As suricatas, como sabemos, são as sentinelas de serviço. Observam de forma diligente e atenta. Temos interesse em perceber o que nos rodeia. Aguardamos, perscrutamos. Enquanto isso, questionamo-nos sobre o que estamos a pensar. Por exemplo, se estivermos perante alguém zangado, interessamo-nos por saber o motivo, em vez de partirmos para o julgamento.
Outra coisa muito importante é que aqui existe uma escolha: “vou por aqui ou por ali?”. Se tudo correr bem, seguimos o caminho certo e seremos felizes.

Cadeira azul – o golfinho


O golfinho é dos animais mais inteligentes que conhecemos e também dos mais sociais. Têm uma forte capacidade de comunicar e interagir com o outro, numa atitude alegre e de brincadeira. Em bom português: tem «jogo de cintura».
Nesta cadeira, cuja atitude é a de detective, analisamos-nos à lupa e temos consciência de nós e do outro, criamos os nossos limites (que preservamos de forma assertiva, mas empática) e sabemos para onde vamos. Por isso, é uma cadeira onde não abrimos mão do nosso poder.

Cadeira roxa – a girafa


Esta é “A cadeira”. A que convida à ligação aos outros, ao espírito comunitário, à tolerância e à segurança do todo.

A girafa, para além de ter o maior pescoço entre todos os animais terrestres, tem também o maior coração. Portanto, a girafa tem um campo de visão enorme, ao mesmo tempo que é um animal empático.
Em termos de atitude, traduz-se numa postura de compreensão, de ouvir o outro, de colocar o ego de parte em prol do bem-estar do grupo.

Conclusão

Como é que o modelo das 5 cadeiras se aplica à vida diária?
As nossas atitudes e comportamentos criam a atmosfera de nossos locais de trabalho, o ambiente em nossa casa e a cultura da nossa sociedade em geral. Especialmente quando as coisas não nos correm pelo melhor, nós revelamos o nosso carácter através das nossas reacções.
Portanto, o nosso grande desafio é entender como encontrar o equilíbrio entre sentar numa cadeira ou noutra. Talvez quando nos sentamos na cadeira vermelha a vida se torne mais difícil, ao passo que quando nos sentamos na cadeira roxa sabemos quem somos, e temos mais compaixão pelos outros, o que se traduz numa interacção mais harmoniosa e uma vida mais feliz. E claro, maior sucesso.


Em Amor,
Com Alma, Corpo e Mente

                           
                                                                                                 Marta Peral Ribeiro
martaperalribeiro@gmail.com

domingo, 16 de fevereiro de 2020

MINDFULNESS, no dia a dia

Pára um momento.
Nota como está o teu corpo, sentes algum desconforto em alguma parte dele?
Sentes-te calmo/a, ansioso/a?
E a temperatura neste exato momento?
Que pensamento estavas a ter antes de começar a ler este post?
E o teu estado emocional? Como está o ritmo da tua respiração? Acelerado, calmo…?
Mindfulness (atenção plena) é isto, é estares totalmente consciente do momento presente.
Quando estás no momento presente, qualquer juízo de valor entra por uma porta mas sai em seguida.

Estares consciente de coisas simples como o som dos carros e da movimentação fora de tua casa, dos sons que provêm de outras casas, da água que escorre quando lavas a louça, da maçã que descascas pela manhã, do aroma do café e da sua temperatura ao escorrer pela tua garganta…de um quadrado de chocolate a desfazer-se na tua boca…
Mindfulness, bem, há “N” livros aos quais podes recorrer e que falam sobre o tema e por isso, o que pretendo neste post é inspirar-te a cultivar práticas simples que poderás integrar no quotidiano. Vamos a isto?
Algumas dicas antes de começares:

     - Insiste (sê regular);
- Atitude Positiva e compassiva em relação a ti;
- Pratica o não julgamento (se te esqueceres de fazer ou achares difícil, recomeça no dia seguinte);

Experimenta durante 5 dias:
Dia 1 -    BOM DIA!
Levanta-te mais cedo e toma um duche permitindo-te sentir a água no teu corpo, a temperatura, a intensidade…). Quando terminares sente o contacto da toalha na tua pele. Veste-te e sorri com energia para o que tens a fazer hoje.
Dia 2 – CAMINHAR MINDFUL
Escolhe um pequeno trajeto, caminha num passo regular e respira regularmente ao ritmo dos teus passos. Nota o contacto dos teus pés com o chão, o peso do teu corpo e levanta a cabeça quando caminhas.
Dia 3 – CALMIA
Cria um espaço calmo. Bem sei que as nossas casas, por vezes, são uma agitação pegada mas encontra um espaço sagrado para ti: quarto, WC…whatever. Reúne: cadeira, ou almofada grande, cama ou tapete de yoga + 1 cobertor + 1 cronómetro + velas e avisa os teus companheiros de casa de que durante um tempo não queres ser perturbado/a.
Dia 4 – VIAGEM PARA TRABALHO
Desliga todos os gadgets (telemóvel, rádio…). Se fores de carro observa os sons externos, as luzes dos semáforos, as formas na estrada, os transeuntes.
Se fores de transporte público nota o semblante das outras pessoas, nota a paisagem lá fora, as cores. Sente os odores. Também podes simplesmente fechar os olhos e concentrar-te na respiração.
Dia 5 – FILA SEM FIM
Enquanto estás na fila (supermercado, serviços, trânsito…)nota que sentimentos estão a aflorar em ti (raiva, tédio, frustração..). O que se passa no teu corpo?
Agora, respira, sente o chão debaixo dos pés. Respira novamente mais fundo.Endireita-te e descontrai o corpo. Continua a respirar conscientemente, deixa passar o tempo e sente o teu corpo a ocupar o seu espaço. 

Agora, podes avançar!

Algumas dicas de livros que  me acompanham e te sugiro:
Mindfulness, o diário, de Corinne Sweet
Heartfulness, de Mikaela öven
Aqui e Agora, de Vasco Gaspar.
Agora é só começares!

Teresa Peral
teresaperalribeiro@gmail.com

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Os 9 anos ou a Fase do Rubicão



 A fase dos 8-11 anos é um dos momentos mais decisivos da vida humana. Surge na criança o medo da morte, de se separar de quem mais ama, as dificuldades de adormecer, as crises de solidão e a mudança de comportamento e até de olhar. É uma fase de incubação da adolescência que há-de vir. Bem-vindos à fase do Rubicão.

 

Por quê “Rubicão”?

Para assumir o Império Romano, Júlio César começou por tomar uma decisão difícil e arriscada: atravessar o rio Rubicão, cuja travessia era difícil e sem possibilidade de retorno. Na Roma Antiga, era proibido entrar na cidade-estado de Pompeia através daquele rio. Ao fazê-lo, Júlio César gerou uma guerra civil que acabou por vencer, tornando-se assim imperador. 

Como é que esta história se relaciona com a fase dos 9 anos das crianças? 

Muitos de nós já ouvimos falar de casos de crianças que por volta dos 8-11 anos começam a ter medo da morte: que a mãe morra, ou que o pai morra, que o cão morra… Inclusivamente à noite têm dificuldade em adormecer, querem o colo e os abraços da mãe e que ela fique ao lado até conseguirem entregar-se ao sono. Quem sabe, ainda se lembra de isso lhe ter acontecido a si?
A fase do Rubicão é das mais importantes das nossas vidas: é quando a criança compreende que nem tudo é como ela pensava e se apercebe que já não é propriamente criança (e não vai voltar a ser). Que o Pai Natal afinal não existe, que a mãe e o pai afinal não são perfeitos, que já não é o menino pequenino que era. Sentir que se está a perder a infância, sobretudo sem entender ao certo o que se está a passar, convenhamos, deve doer muito.
Ninguém disse que ser criança é fácil. E as crianças têm dores reais. Fisicamente, nesta fase podem experimentar dores de estômago e dores de cabeça – que geralmente resultam de pesadelos que tiveram e se manifestam desta forma no corpo físico. Por outro lado, emocionalmente podem sentir uma grande solidão.

Ninguém fala da fase do Rubicão

Muito de fala da primeira infância e da adolescência, mas ninguém nos prepara para esta fase que é como que um vislumbre da adolescência. Ninguém nos avisa previamente que aquela criança que vimos crescer e sempre foi um doce, passa de repente a reclamar de tudo, a cobrar tudo com laivos de ditador, a dramatizar tudo. E que vai adquirir um olhar melancólico e vai chorar sem motivo aparente.

Como mãe/pai, como lidar com tudo isto? 

A fase do Rubicão é aquele momento em que nos apercebemos de que criar filhos vai muito além de lhes provermos o alimento e a cama lavada. Até então pensávamos que estávamos a fazer tudo bem. É um desafio constante, esta responsabilidade de formar um novo ser humano!

Tudo isto pode gerar na família uma enorme angústia, stress e desespero. Como mãe ou pai é normal que fique desorientada/o, que se culpe, que coloque em causa o seu papel, se está a fazer algo de errado, se está a criar uma criança mimada.
 Esta é uma grande oportunidade de auto-educação para os pais, pois é uma altura em que a criança precisa ainda mais de bons exemplos – que vão formar o seu carácter. E não é nada fácil, pois a sua sensibilidade também vai captar as nossas sombras.

Leia-lhe fábulas e histórias de aventura

As histórias são uma excelente maneira de transmitirmos valores e conselhos de uma forma indirecta, isto é, sem que a criança se sinta implicada.

Especialmente antes de ir dormir, é importante a criança ouvir histórias de aventuras. Para além de ser divertido e dinâmico, existe sempre o grande momento em que o herói, tal como a criança, se depara com um grande desafio. Nesse momento de conflito, o herói tem de decidir se vai pelo caminho mais fácil, ou se vai pelo caminho mais doloroso, mas necessário ao seu desenvolvimento. 

Tipicamente, sabemos que o herói ganha coragem e opta pelo caminho mais difícil, ultrapassando-se a si mesmo e conquistando a sua evolução. (Aqui por casa estamos a ler com entusiasmo “A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia”, de Selma Lagerlöf.)

Já as fábulas transmitem uma moral, e a criança retira delas a aprendizagem que precisar dentro de si.

Contacto com a natureza 

Leve o seu filho a passear num bosque ou a ver o mar. Sem dúvida, contemplar a força e a beleza da natureza é uma fonte de energia que apazigua qualquer indivíduo e traz esperança.

Desfocar de si mesmo

Ajude a criança a sair de si mesma, em vez de mergulhar ainda mais no seu próprio interior. Evite questioná-la sobre como é que se sente ou por que é que está assim.

Atividade física

Se o seu filho revelar interesse nalguma atividade física – como é de esperar nestas idades – é uma altura propícia para o permitir. É uma oportunidade de terapia, de extravasar o que sentem interiormente.

Conversem

Mostre disponibilidade genuína para ouvir o que a criança precisa de dizer. E para falar também. Quando conversamos com as crianças, elas aprendem a lidar com as suas próprias dificuldades de uma maneira bastante especial.

Preparar para o sono

À noite, dedique-lhe tempo e muito carinho na hora de ir dormir. Umas gotinhas de óleo essencial de lavanda, diluído em óleo de amêndoas doces, também ajudam a apaziguar.
Agradeçam juntos todos as coisas boas que aconteceram naquele dia. 

Entretanto, respire fundo. Se o Rubicão marca o fim da infância, também encerra uma grande semente: é um recomeço, com novos olhares para o mundo!


Em Amor,
Com Alma, Corpo e Mente


Marta Ribeiro
 martaperalribeiro@gmail.com


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Reiki, animais e alguns sustos reais!


O Reiki mudou a minha vida e posso dizer-vos que os meus animais também foram “afetados” positivamente J
Há uns artigos atrás escrevi-vos sobre Reiki e Bem-estar mas desta vez falo-vos da experiência que tive com os meus animais.
Relembrando que Reiki é energia universal entendido, também como um "sistema natural de cura, harmonização e reposição energética que, através de um conjunto de técnicas permite equilibrar e promover a saúde e o bem-estar do ser humano” (De’Carli , 2010, p.18).
O tratamento é realizado através de um toque suave ou a uma curta distância do corpo do paciente, seguindo um rigoroso código de ética, e tem como propósito o realinhamento do fluxo energético vital.
Os animais surpreendem-nos e creio, honestamente que têm um propósito na vida dos seres humanos - o de os ajudar no seu processo evolutivo. Os ensinamentos dos animais, tal como refere Marta Sofia Guerreiro no seu livro "Conversas com Animais" (2014), são comparáveis ao Sol, simplesmente brilham sem esperar recompensas ou elogios.
Reiki e os Animais
E como o Reiki e os Animais se combinam trazendo-nos lições fantásticas de vida? Gostaria então de partilhar convosco duas experiências vividas na 1ª pessoa que manifestam a importância que o Reiki teve na cura dos "meus" animais, o Rivera (um peixe que me acompanhou cerca de 4 anos) e o Pepe (o meu gato de10 anos).

janeiro, 2015
Rivera, o peixe que gostava de Reiki.
O Rivera desenvolveu uma mancha roxa na zona da cabeça por ter estado exposto tempo demais a um ambiente aquático pouco oxigenado. Esta situação surgiu motivada pelo acumulado de sujidade na água do aquário. Recordo-me, com algum pesar, de que nessa altura o meu ritmo de trabalho era tão elevado que não prestei a devida atenção à higiene do aquário permitindo que o seu ambiente se tornasse tóxico. Em dada altura, assim que me apercebi que o meu peixinho estava em sofrimento mudei imediatamente a água do aquário, procedendo à sua devida limpeza e apliquei Reiki ao Rivera com a intenção de o curar e aliviar algum sofrimento que, pela minha negligência, lhe infligi.
Como fiz o tratamento com REIKI?
Enraizei-me, fiz o banho seco, chuva de Reiki e coloquei as mãos em Gassho. Foquei-me na intenção de cura desenhando os 3 símbolos (Honshazeshonen, Seiheki e Chokurei) e coloquei cada mão nas extremidades do aquário imaginando a energia a entrar na água e envolvendo o peixinho Rivera.
 Apliquei também Reiki à água para que lhe proporcionasse um ambiente confortável e seguro. No final agradeci. Um dia depois a mancha tinha desaparecido completamente! Não tenho dados científicos para comprovar que foi o Reiki que curou o meu peixe mas resultou, e alterou em pouco tempo o seu estado de saúde para melhor.
Aprendizagem que o Rivera me trouxe:
[Só por hoje lembra-te de ser calma e cuidar dos teus com compaixão. Limpa o teu ambiente].
PS: Na altura não tinha como propósito partilhar esta experiência e por isso não tirei qualquer fotografia mas talvez possam imaginar e quem sabe, aplicar Reiki aos vossos peixes!

julho, 2015
Pepe, o gato e(m)pático.
No dia 24 de julho tive a notícia do diagnóstico da doença do meu gato Pepe - Lipidose Hepática. De grosso modo esta doença traduz-se na acumulação de gordura nas células do fígado. O animal deixa de ter vontade de comer e progressivamente conduz a outras complicações motivadas pela falta de apetite. Segundo a médica veterinária que na altura acompanhava o Pepe, a taxa média de mortalidade em gatos com esta doença era de 80%, contudo, os gatos que se salvavam quase sempre teriam de passar a viver com um catéter por onde seriam alimentados o resto da vida.
Disse-me, também, que era uma doença complicada e que a sua reversão dependeria muito do acompanhamento que os donos lhe fizessem em termos de cumprimento do tratamento médico e emocional.

Os animais, tal como os seres humanos são seres emocionais e creio na abordagem que defende que as doenças são resultado de emoções não atendidas ao nível do nosso inconsciente.
Nos dias que se seguiram apliquei a medicação de forma rigorosa, mimei o meu gato e ainda lhe apliquei REIKI diariamente.
A verdade é que, passados 14 dias desde a confirmação do diagnóstico, o Pepe fez análises e estava tudo bem! Os seus sinais clínicos estavam todos normais!

Como fiz o tratamento com REIKI?
Comecei por me enraizar, fiz o banho seco, chuva de Reiki e coloquei as mãos em Gassho. Por momentos foquei-me na intenção de cura e em seguida coloquei as mãos diretamente na zona do fígado, que era a zona afetada. Apliquei Reiki no chacra do Plexo Solar que está diretamente relacionado com alguns órgãos que processam a digestão, entre os quais, o fígado. O chacra cardíaco, relacionado com o amor incondicional, foi lembrado para criar uma maior conexão entre mim e o meu gatinho. No final fiz a harmonização dos chacras e agradeci.

[Aprendizagem que o Pepe me trouxe:
Só por hoje confia. Tudo vai ficar bem. Cuida da tua alimentação e, se puderes não me deixes muito tempo só].

Sou muito grata às mensagens que o Rivera e o Pepe me trouxeram, sou muito grata à medicina alopática/tradicional e por fim à energia REIKI.
Acreditem, confiem e estejam atentos ao comportamento dos vossos animais. Se agirmos logo será possível controlar e até reverter algumas doenças lembrando que o Reiki atua como terapia complementar, acelerando os processos de recuperação da saúde de todos os seres vivos e harmonizando a sua energia.

Em Amor…

Com Alma, Corpo e Mente
Teresa Peral
  teresaperalribeiro@gmail.com

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

TERRA - SER IMPOTENTE

No início de um novo ano todos pensamos positivamente em novos objectivos e novos planos de vida.
Mas a realidade é que me sinto IMPOTENTE.
A Terra está IMPOTENTE perante a devastação humana.

Sou um Ser impotente perante o que acontece no nosso planeta Terra. 

Sinto-me impotente perante:

  • os fogos em Portugal, e os seus lobis.
  • os fogos na Amazónia que destroem milhares e milhares de kms de floresta e de habitat natural, fauna e flora.
  • os fogos na Austrália que aumentam significativamente a temperatura do planeta, provocando o degelo mais rápido.
  • o crescente de poluição versus os interesses económicos dos países.
  • a situação dos refugiados e desalojados de todo o mundo.
  • os conflitos politicos entre EUA e Irão, que podem ter consequências gravissimas.
  • os seres em situação de sem abrigo que vejo nas ruas de Lisboa.
  • tantas injustiças deste mundo, onde uns ganham tanto e outros passam dificuldades.
O que podemos nós fazer? Eis a pergunta que muitos de nós fazemos perante estas preocupações.
Eu apaziguo o meu ser quando medito e peço para que Superiormente Alguém consiga Iluminar estas  zonas do nosso planeta e Proteja a nossa Terra.

Sobrevivo porque creio que Tudo é possível, 
Acredito que Algo/Alguém/Universo podem Iluminar todas as sombras. 

Mas a verdade é que LUZ e sombra sempre existiram e existirão.
Podemos todos meditar, orar, porque quanto mais alta for a vibração, mais em conecção viveremos nesta nossa casa MãeTerra.

Deixo-vos musicas de esperança:

Xavier Rudd, Follow the Sun - https://www.youtube.com/watch?v=0E1bNmyPWwwhttps://www.youtube.com/watch?v=m4gQTYGHfRg


Em Amor
Com Alma Corpo e Mente

                                                                                                                Cristina Mega
                                                                                                              Coach PNL/TRE/
                                                                                                 Terapeuta Reiki/Cura Cósmica
                                                                                                 cristinamariamega@gmail.com